Pingue-pongue

Entrevista com Andréa Rahal, nutricionista

Oies!!! Tudo bem, gente?!

Super empolgada pra dividir com vocês a entrevista de hoje. A entrevistada, além de ter um físico exemplar, é uma nutricionista top, adepta do estilo de vida saudável e, de quebra, tem uma experiência pra dividir com a gente: a alergia a lactose, glúten, ovos e castanha-do-pará e de caju. Nada fácil, né?! A Andréa, além de bastante determinada na dieta, é super positiva em relação a essa alergia e tem muito o que dividir com a gente – tanto por ser nutricionista como pelo estilo de vida que leva. Vamos ver?!

{Pra quem não sabe, ela é da equipe da outra nutri top, Alessandra Luglio, e atende em São Paulo}

Desde pequena, você tem uma alimentação saudável? E a família, acompanha? Rs.

A minha família sempre prezou por bons hábitos alimentares e uma alimentação equilibrada, mas quando era criança jamais faltava na minha casa coisas que eu gostava, como doces, chocolate, bolachas… Eu amava comer doces e comia bastante (perto do que eu como hoje, é ridícula a comparação, hahaha). Sempre fui apaixonada por bolo, brownie… Refrigerante não entrava na minha casa durante a semana, e, mesmo quando tinha nos finais de semana, quase não bebia, já que não fui acostumada. Hoje em dia, minha família segue o mesmo padrão alimentar! Quem mudou fui eu, e muuuito!! E hoje, a cada dia que passa, tento mostrar o lado maravilhoso da alimentação saudável. Hoje em dia, não moro com meus pais, somente eu e minha irmã. Quando voltamos a morar juntas, ela tinha uma alimentação super desregrada, mas aos poucos e, com o exemplo que dou dentro de casa, ela melhorou muuuito!!!

Sei que você tem intolerância a lactose, glúten, ovos e algumas castanhas. Como descobriu?

No final do ano passado, fiz um teste de alergia alimentar que constatou que sou intolerante a váaaaarias coisas, como: leite e derivados (todos), todas as farinhas com glúten, ovo, castanha de caju e castanha-do-pará. Mesmo comendo super saudável, colocava esses alimentos na minha alimentação, achando que estava sendo ótimo. Mas sempre sentia desconforto, inchaço e, às vezes, dor de cabeça. Foi aí que achei melhor fazer o exame. Fiquei muito feliz em saber o que realmente me faz mal, porque só assim podemos ajustar a alimentação de acordo com as nossas necessidades e, com isso, não passar mal mais. Por ninguém merece ter desconforto, né?! haha

Como foi se adaptar a uma dieta com essa restrição?

Então… a minha alimentação já era pautada em alimentos mais naturais, menos industrializados, ou seja, comida de verdade mesmo. Mas claro que, de vez em quando, por conta do dia a dia corrido, acabava comendo alguma barrinha com castanhas ou barra de proteína, que tinha a proteína do leite ou até mesmo o ovo (teoricamente “bom para todo mundo”). Claro que, em um primeiro momento, não é a coisa mais fácil do mundo tirar alimentos que você consumia sempre, mas, por outro lado, estava tão feliz que tinha descoberto o que me fazia mal, que me adaptei super bem! Tive sim que olhar com outros olhos os alimentos que talvez eu não consumisse no café da manhã, por exemplo. Mas, partindo do princípio que precisamos comer comida de verdade, que isso sim vai nos alimentar, nutrir, deixar com mais energia e, consequentemente, nos fazer mais felizes, parei de olhar para o que hoje é convencional (ex: comer pão integral com queijo branco – para mim uma bomba, mas para a população em geral um café da manhã bacana, normal) e ver o que meu corpo necessitava.

Tem mais algum alimento que não entra na sua dieta? Por quê?

O que não entra na minha dieta por intolerância: leite e derivados, glúten, castanha-do-pará e de caju e ovo. O que não entra por opção (ou que eu evito ao máximo): alimentos de pacotinhos, sucos de caixinha, barra de cereal (até as mais saudáveis porque muitas contêm castanhas e açúcar), açúcar refinado, fritura e alimentos com farinha branca.

Claro que não sou nenhuma louca e neurótica. De vez em quando, acabo comendo um docinho (sempre prefiro os mais saudáveis, sem açúcar refinado, sem glúten e sem lactose, mas, esporadicamente, mesmo com a intolerância, se tenho muita vontade ou se estou em algum evento, me permito comer alguma coisa que não está dentro do meu hábito alimentar – isso se chama equilíbrio).

Diminui bastante todos esses alimentos porque comecei a ver uma melhora significativa no meu humor, sono, energia. Depois disso, a disposição aumentou, o intestino melhorou, o sono ficou melhor.

Então, hoje, o que prezo é esse bem estar que a alimentação me proporciona. Ou seja, você é realmente o que você come! E claro que isso vai se repercutir no corpo físico.

Conta pra gente como é um dia comum na sua alimentação

Por conta das intolerâncias, acabo tendo que me restringir sim a algumas coisas, mas sempre tento variar ao máximo dentro das minhas possibilidades. Claro que isso é muito individual, então vou dar somente um exemplo, ok?

De segunda a sexta, acordo 5h30 da manhã!!! Isso mesmo, 5h30, Haha! Treino 5x na semana, às 6h30 (as pessoas me acham meio maluca, mas me adaptei a esse horário e amo! Não consigo treinar à noite. A sensação de começar o dia treinando é maravilhosa. Depois, o meu dia rende muito! Já vou para o trabalho com outra disposição!).

Meu café é sempre o meu pré treino:

– Bolacha de arroz integral com pasta de amendoim sem açúcar ou guacamole ou Homus

– Shake de frutas com proteína vegetal

Shake de frutas com proteína vegetal

– Frango desfiado (siiiim, às vezes como por conta do teor proteico e por eu não poder comer ovo.. se não, é claro que faria ovo mexido ou omelete, que adoro!) ou atum (é um dos poucos industrializados que como) com guacamole e bolacha de arroz

Pós treino: suco + proteína vegetal

Lanche da manhã: quinoa cozida com amêndoas ou frango desfiado com bolacha de arroz ou batata doce ou abóbora ou mandioca ou atum com Homus

Almoço:

Salada + legumes + algum carboidrato de baixo índice glicêmico (arroz integral ou batata doce ou mandioca ou inhame ou abóbora ou massa sem glúten) + 1 fonte de proteína (frango ou peixe. Tenho evitado carne vermelha por que acho que pesa muito, a digestão fica mais difícil)

Lanche: Mesmo esquema do Lanche da manhã

Jantar: Igual ao almoço e, siiiim, coloco carboidrato, mesmo que pouco!!! A quantidade de carboidrato que como a noite vai depender do tipo de treino que vou ter no outro dia.

Como você se organiza com os lanches intermediários e refeições feitas fora de casa?

Até 2 anos atrás, eu morava com os meus pais no interior de SP, então tudo era muito mais fácil. Quando me mudei para São Paulo, me vi sozinha na cozinha, haha! (sim, até pouco tempo atrás eu não sabia fazer nada, acho que não era habituada, já que tinha minha mãe e a nossa secretária para preparar tudo). Mas tive que me virar. Ou seja, sabia que não queria comer todos os dias em restaurantes, então comecei a cozinhar coisas básicas e já deixar pré-preparado. Ou seja, organização é tudo!!! No começo foi chatinho sim, como toda mudança né!? Gera um desconforto! Mas, depois, com o hábito, me adaptei super bem!

É muito difícil eu não ter algum lanchinho na bolsa térmica (sim, eu levo marmita e todos os lanchinhos, rs.). Então, é raro eu comer na rua. Mas, em alguns momentos não tem outro jeito, então, se isso acontece, eu paro em alguma loja de produtos naturais e compro algumas sementes e castanhas (as que eu posso, haha). Mas é bem difícil mesmo de acontecer.

Em dias que estou com preguiça de cozinhar, acabo almoçando em restaurante por quilo perto do consultório, e lá eu faço as escolhas que faria na minha casa.

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Tem algum alimento que está presente na maioria dos cardápios que você passa para os seus pacientes? Quais são os benefícios desse alimento?

Isso vai depender muito de cada paciente. É muito importante respeitar a individualidade de cada um. Mas sempre indico fazer escolhas melhores. Dentre os carboidratos, sempre os de baixo índice glicêmico: batata doce, mandioca, inhame, abóbora… Em relação as proteínas, escolher as mais magras. Sempre ter salada e legumes variados. Acho mais fácil dizer o que eu sempre foco em evitar: açúcar ou alimentos com carboidrato refinado! Sabemos que o açúcar vicia 8x mais que a cocaína. Gera uma dependência, como uma droga. O excesso prejudica intestino, qualidade do sono, disposição…. Enfim, quanto menos consumir, melhor!

Mesmo com uma rotina de trabalho e atendimento, você arruma um tempinho para treinar. Como é sua rotina de treino?

O treino é fundamental na minha rotina. É muito estranho um dia em que eu acordo e vou direto para o trabalho. A disposição é outra! Como disse na outra questão, acordo às 5h30 para treinar das 6h30 às 7h30 e, às 8h, já tenho que estar no consultório. Adaptei os meus treinos e o local onde treino, pertinho do consultório, para que fosse mais prático e eu não deixasse de ir. Treino de segunda a sexta, sem falhar! O meu treino é focado no treinamento funcional com peso, intercalando com períodos de força, hipertrofia, agilidade…. É um treino bem dinâmico. Não faço nada de aeróbico! Primeiro, porque não gosto e não me adaptei a correr, ficar 30 minutos em uma esteira. Acho muuuuito chato e me desmotiva! Além disso, se eu faço muito aeróbico, acabo perdendo massa magra, e esse não é o objetivo! Rs. Isso porque, no meu caso, para conquistar massa magra é mais difícil, pelo próprio biotipo.

Dia do lixo: é contra ou à favor?

SUPER CONTRA!!!!!! Primeiro porque alimento não é lixo!!! Segundo porque é uma enganação sem cabimento! Sempre digo que o nosso corpo não sabe quando é segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado ou domingo! Ou seja, de que adianta eu pegar um dia da semana e comer tudo o que eu vir pela frente? Não adianta nada! Primeiro porque isso gera um estresse metabólico absurdo! Segundo porque a pessoa sente que está fazendo dieta e dieta, para mim, significa restrição, deixar de comer tudo o que a pessoa julga q engorda. Ou seja, a pessoa fica mais ansiosa, o que gera uma vontade muuuito maior de comer essas coisas que ela julga que engordam. Daí ela come, se sente culpada, faz restrição e depois vira uma bola de neve! O ideal é equilibrar a alimentação até nos finais de semana (não estou falando para ser uma coisa restritiva, xiita e desmedida… não! Mas ter equilíbrio até nos finais de semana é super importante, e, quando tiver vontade de comer um docinho, qual o problema? Assim a porção do doce vai ser menor, vai satisfazer e não deixar sensação de culpa.

Pelo seu instagram, notei que você é mais adepta da linha da alimentação natural e funcional, né?

Exatamente!! Como falei anteriormente, procuro buscar alimentos de verdade, com nutrientes, antioxidantes… Priorizo alimentos orgânicos. Quanto mais comida de verdade e sem agrotóxicos (sempre que possível), mais o corpo responde positivamente.

Tem uma receitinha fácil para dividir com a gente?!

Parece ser complicado, mas não é. O bom é que rende bastante e dá para armazenar na geladeira. Para um lanchinho mais saudável:

Bolinho de batata doce ou abóbora recheada com frango desfiado: cozinhar e amassar bem a batata doce ou abóbora. Em uma panela, refogar o frango com temperos naturais e reservar. Em uma forminha individual colocar embaixo um pouco da batata doce ou abóbora, rechear com o frango já refogado e cobrir com batata doce ou abóbora. Levar ao forno por 20 minutos.

Uma dica para pegar leve no preparo dos alimentos:

Evitar muito óleo e sal no preparo. Preferir azeite ou óleo de coco e substituir o sal refinado por temperos naturais e/ou sal do himalaia.

Qual sua mensagem de incentivo para quem quer começar uma vida saudável e também para quem descobriu uma alergia como a sua?!

O mais importante é querer mudar. Segundo, é se organizar. Terceiro, é começar a fazer. É importante testar, se conhecer, e respeitar os seus limites.

Não é porque sou nutricionista que não gosto de doce ou sempre fui organizada… Sou um ser humano como outro qualquer, mas aprendi que precisamos dar o primeiro passo e persistir, porque o hábito só se cria quando começamos a praticar! Para os meus queridos companheiros de alergias/intolerâncias, vamos agradecer por saber das nossas limitações! Imagina se não soubéssemos? Ia ser muito mais difícil! Então. temos o livre arbítrio de fazer nossas escolhas! E ainda bem que hoje temos muitas opções bacanas para os que tem alergia ou intolerância!

É isso ai! Um dia de cada vez! E vamo que vamo!!! :)

Andrea Rahal

Déa, amei! Muito obrigada por dividir seu conhecimento e experiência com agente e passar toda essa positividade que você tem de sobra!

E pessoal, vocês viram, né!? A melhor maneira de começar é pelo começo! O retorno da alimentação saudável é tão positivo que ela acaba se tornando um hábito e não um esforço. Mas pra sentir isso é preciso experimentar, certo? Eu era super desregrada na adolescência e, hoje, não vivo de outro jeito!

Espero que tenham gostado.

Um beijo,

La Pagliarini

Andréa Rahal
@arahalnutri
andrea@alessandraluglio.com.br
(11) 3050-6581

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